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Caros Leitores,
Primeiramente gostaria de agradecer a todos que escreveram comentários sobre minha postagem anterior. A propósito, todas as informações que repassei foram garimpadas na TV e no Google.
Após verem o slide-show acima, os convido a ler esta postagem sobre como penso que a Educação no Brasil deveria ser conduzida e como isso afetaria nosso Estado.
Pra começo de conversa, penso que está quase tudo errado na educação brasileira. Ao invés de termos que decorar um monte de abobrinha que não tem nenhuma função prática, deveríamos receber noções de ética e cidadania e aprendermos a cozinhar. Não estou brincando não. Vocês devem saber que fui professor por mais de uma década no Brasil e, assim sendo, conheço bem a realidade de nossos jovens. A maioria deles não sabe nem cozinhar um ovo. Nem lavar um copo. Arrumar a cama? Isso é coisa que doméstica faz! Ou seja, eles não sabem sobreviver sem a ajuda de serviçais. Isso é que eu chamo de herança escravocrata (e muito viva, por sinal). Precisamos mudar tal cenário o mais rapidamente possível. Precisamos devolver aos alunos a responsabilidade de ser gente e de arcar com suas atribuições escolares. Hoje em dia os pais empurram as responsabilidades dos seus filhos para os serviçais e para os professores, numa atitude perversa e medíocre que se traduz na seguinte frase tenebrosa: “Tô pagando!!!” E o pior é que as escolas tratam seus alunos como clientes e transferem a responsabilidade para o professor. Lamentável!!! Aqui no Canadá as coisas são bem diferentes, meus amigos.
Proponho uma Escola pública (educação e saúde devem ser públicas) de tempo integral (das 8:30 às 15:30) com matérias básicas obrigatórias e várias eletivas (de acordo com a aptidão do aluno). Dentre as matérias obrigatórias estariam Ética e Cidadania, Higiene no Lar, Culinária Saudável Internacional e Noções Básicas de Direito. Todos os alunos, desde tenra idade, seriam obrigados a limpar as salas de aula (com a supervisão de adultos profissionais na área de higiene e limpeza). A partir dos 15 anos, os alunos seriam divididos em equipes de cozinheiros (já teriam uma base teórica e prática) e ficariam responsáveis pela comida de toda a escola (tudo supervisionado e avaliado). Gente que não sabe cuidar de suas necessidades básicas não é gente! Precisamos formar cidadãos responsáveis e capazes. Se não fizermos isso o mais rapidamente possível, continuaremos a “deformar” jovens que, ao serem perguntados o que querem ser quando crescer, continuarão a responder (como já ouvi várias vezes): “Quero ser rico, professor!” Como se ser rico fosse uma profissão.
Proponho, ainda, uma Escola que fomente a saúde física e mental. Precisamos de nutricionistas elaborando o cardápio das refeições dos alunos. Nada de fritura, refrigerante ou coisas do tipo. Além disso, todos os alunos seriam treinados para serem atletas. Todos passariam por exames periódicos para garantir a saúde física. Ao invés de termos cidadãos doentes, com sobrepeso e cheios de equações inúteis na cabeça, teríamos jovens fortes e saudáveis.
E qual seria o resultado de tal modelo educacional? Penso que teríamos um Estado justo e responsável. Acredito que os profissionais seriam remunerados de acordo com sua função social. E como chamaríamos tal Estado? Liberal? Nazista? Socialista? Não, nada disso. O chamaríamos de Estado do Bom Senso. Um forte abraço!